quarta-feira, 18 de junho de 2014

DÚVIDAS DE PORTUGUÊS?

DÚVIDAS? LEIA COM ATENÇÃO.

DÚVIDAS DE PORTUGUÊS? LEIA E ASSISTA COM ATENÇÃO...




VAMOS ESTUDAR 1º ANO...

Crase

Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com o pronome relativo a qual (as quais). Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave, assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à.

Como saber se devo empregar a crase? Uma dica é substituir a crase por “ao” e o substantivo feminino por um masculino, caso essa preposição seja aceita sem prejuízo de sentido, então com certeza há crase.

Veja alguns exemplos: Fui à farmácia, substituindo o “à” por “ao” ficaria Fui ao supermercado. Logo, o uso da crase está correto.

Outro exemplo: Assisti à peça que está em cartaz, substituindo o “à” por “ao” ficaria Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira.

É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada, obrigatoriamente: nas expressões que indicam horas ou nas locuções à medida que, às vezes, à noite, dentre outras, e ainda na expressão “à moda”.  Veja:

Exemplos: Sairei às duas horas da tarde.
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.

Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).Por Sabrina Graduada em Letras

EU X MIM



                                                

Emprego dos Porquês


POR QUE

A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e um pronome interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo":

Exemplos:Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa.
Por que você comprou este casaco?
Há casos em que por que representa a sequência preposição + pronome relativo, equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões (pela qual, pelos quais, pelas quais).

Exemplos:Estes são os direitos por que estamos lutando.
O túnel por que passamos existe há muitos anos.

POR QUÊ

Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a ser tônico.

Exemplos:Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
Será deselegante se você perguntar novamente por quê!


PORQUE

A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que, como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa.

Exemplos:Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?

PORQUÊ

A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo).

Exemplos:Não consigo entender o porquê de sua ausência.
Existem muitos porquês para justificar esta atitude.
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.
Veja abaixo o quadro-resumo:


Forma Emprego Exemplos
Por que Em frases interrogativas (diretas e indiretas)

Em substituição à expressão "pelo qual" (e suas variações) Por que ele chorou? (interrogativa direta)
Digam-me por que ele chorou. (interrogativa indireta)

Os bairros por que passamos eram sujos.(por que = pelos quais)
Por quê No final de frases Eles estão revoltados por quê?
Ele não veio não sei por quê.
Porque Em frases afirmativas e em respostas Não fui à festa porque choveu.
Porquê Como substantivo Todos sabem o porquê de seu medo.


Por Que Não Eu?

LEONI



Quando ela cai no sofá
So far away
Vinho à beça na cabeça
Eu que sei..


Quando ela insiste em beijar
Seu travesseiro
Eu me viro do avesso
Eu vou dizer aquelas coisas
Mas na hora esqueço...


Por que não eu?
Ah! Ah!
Por que não eu?...(4x)


Eu encomendo um jantar
Só prá nós dois
Se não tem nada prá depois
Por que não eu?...


Você tá nessa, rejeitada
Caçando paixão
Eu com a cara mais lavada
Digo:
Por que não?...


Por que não eu?
Ah! Ah!
Por que não eu?...(8x)

MACHADO DE ASSIS

MACHADO DE ASSIS ( 1º ANO)

                                

BIOGRAFIA

JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS



                
Romancista, cronista, poeta e teatrólogo, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, no morro do Livramento. A falta de recursos impediu que realizasse estudos regulares, frequentando apenas o primário numa escola em São Cristóvão. Aos 16 anos de idade se iniciou na vida literária, publicando ‘Ela’, um poema, na ‘Marmota Fluminense’, da qual se tornou colaborador regular. A partir daí, passou a escrever também para o ‘Diário do Rio de Janeiro’, a ‘Semana Ilustrada’ e outros. Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais. A carreira literária de Machado de Assis se firmou graças a seus contos e romances, dotados de uma aguda ironia e uma visão pessimista da existência. Suas obras, como ‘Helena’, ‘A Mão e a Luva’, ‘Esaú e Jacó’, ‘Dom Casmurro’ e ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ tornaram-se marcos da literatura brasileira. Paralelamente à sua carreira literária, Machado de Assis ocupou diversos cargos enquanto funcionário público chegando, entre outras coisas, ao posto de Diretor-geral do Ministério da Viação. Foi também um dos fundadores e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Machado de Assis faleceu em 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro, quase cego e muito doente, prostrado pela perda da esposa, que morreu em 1904.

Soneto "A Carolina" foi o último escrito por Machado de Assis; leia poema:
A CAROLINA                                            


Querida, ao pé do leito derradeiro







Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,

São pensamentos idos e vividos.Machado de Assis


RESUMO


Em Os Melhores Contos de Machado de Assis, Domício Proença Filho seleciona contos de um dos maiores escritores brasileiros. Domício também escreveu o prefácio da obra, lançada em 1984. Confira resumos de alguns contos:

Teoria do Medalhão: É um diálogo entre pai e filho na noite em que este completa a maioridade. O pai aconselha o filho a mudar seus hábitos, deixar de lado seus gostos e opiniões a fim de se tornar um Medalhão, ou seja, uma pessoa de fama e riqueza. Na teoria do pai, para alcançar esse objetivo era preciso ser uma pessoa neutra diante dos acontecimentos, ter um vocabulário limitado, preferindo sempre a conversa e o humor simples, não a ironia. Deveria apenas parecer ser sábio, mas sem precisar ser. Depois de aconselhar, o pai pede para o filho ir dormir e pensar no que lhe disse.


O Alienista: O personagem Dr. Simão Bacamarte, o alienista, é um médico que, depois de frustrar-se com a falta de filhos em seu casamento, resolve dedicar-se ao estudo da neurologia; começa a investigar a falta de sanidade humana. Dr. Simão cria, então, a Casa Verde, no intuito de abrigar os loucos da região e de aprofundar seus estudos. No início seu ato foi bem visto, porém, com o tempo, ele passou a internar pessoas sem motivos aparentes, o que gerou uma rebelião popular. Porfírio, líder da rebelião, consegue tomar o poder, mas ao fim, resolve manter a Casa Verde. Ao perceber que a maior parte da cidade estava internada, o alienista resolve liberar os internos e rever sua teoria: se a maioria apresentava características de insanidade, então os “normais” é que estavam fora do padrão e deviam ser internados. Após algum tempo, revê novamente sua teria e conclui que ninguém tinha personalidade perfeita, somente ele. Decide se internar sozinho na Casa Verde para o resto da vida.


O Enfermeiro: Procópio é um enfermeiro que vai para uma cidade do interior cuidar de um velho rico e rabugento. No início, Procópio achou que estava com sorte, mas logo viu que seus dias não seriam fáceis tendo que aturar as ofensas verbais e até físicas do velho Felisberto. Chega a pedir as contas, mas o velho pede desculpas e o enfermeiro resolve ficar. As ofensas continuam e, numa certa noite, o enfermo joga uma vasilha na cabeça de Procópio, este, com os nervos a flor da pele, acaba matando o velho enforcado. O enfermeiro tinha fama de paciente e acaba ficando com a herança do velho. Diante da boa imagem que tinha na cidade, Procópio acaba esquecendo a sua culpa e fica com a herança sem grandes remorsos. A história é narrada pelo enfermeiro, já velho e a beira da morte.


A Cartomante: Rita é amante de Camilo, amigo de infância de seu marido Vilela. Insegura com essa situação e com medo de perder o amante, Rita resolve procurar uma cartomante e conta para Camilo, este zomba de sua inocência e diz não acreditar em previsões. A aproximação dos amantes se deu com a morte da mãe de Camilo, o casal se aproximou dele e Rita acabou se envolvendo amorosamente. Certo dia, Camilo recebe uma carta anônima dizendo que sabiam de seu romance secreto. Com isso, ele se afasta de Rita e esse é o principal motivo de sua insegurança.

Depois de um tempo afastado, Camilo recebe uma carta de Vilela pedindo para ir a sua casa com urgência. Camilo, então, decide visitar a cartomante da qual antes zombava. A cartomante acalmou Camilo, dizendo que nada aconteceria. Como havia “adivinhado” o seu susto, Camilo fica confiante e se convence de que não há nada a temer. Vai à casa de Vilela e antes que batesse na porta, o amigo lhe recebe alterado. Sem dizer nada, Vilela faz um gesto para Camilo segui-lo. Chegando à sala, Camilo dá um grito por ver Rita morta. Vilela o pega pela gola e também lhe mata com dois tiros. 


Missa do Galo: Nogueira vai estudar no Rio de janeiro e se hospeda na casa do escrivão Meneses, um parente distante. Meneses mantém um caso extraconjugal consentido por sua esposa, Conceição, uma mulher boa e pacata. Nogueira não retorna para Mangaratiba, sua terra natal, apesar de estar de férias porque quer assistir à missa do Galo na corte. Na noite da véspera de Natal, Meneses vai encontrar a amante e Nogueira fica acordado lendo e aguardando o horário para ir à missa com o vizinho. Conceição acorda e os dois começam a conversar, falam de assuntos variados, riem, se aproximam no intuito de falar mais baixo para não acordar D. Inácia, mãe de Conceição.Nessa noite, Conceição fica mais solta, mais falante e Nogueira fica encantado observando-a. O vizinho interrompe a conversa e Nogueira parte para a missa do galo. No ano seguinte, Nogueira fica sabendo da morte de Meneses e do casamento de Conceição com um escrevente. O conto é narrado por Nogueira já adulto, dizendo não saber explicar o que tinha acontecido naquela noite entre ele e Conceição.


CONTEXTO

Sobre o autor
Machado de Assis foi o principal nome do Realismo no Brasil, e sem dúvida um dos maiores autores de nossa literatura. Domício Proença Filho, organizador da coletânea, é professor e pesquisador de literatura, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2006, ocupando a cadeira número 28.


Importância do livro
Os Melhores Contos de Machado de Assis é uma antologia de narrativa curta selecionada por Domício Proença Filho e dividida em 29 contos. As narrativas de Machado giram em torno do cotidiano e das pequenas coisas. Sempre de forma irônica, que é uma marca do autor, faz uma análise do homem e da sociedade em que está inserido.

ANÁLISE

Machado de Assis tem como tema comum de seus contos o cotidiano e a vida das pessoas que habitavam o Rio de Janeiro no século XIX. É possível fazer uma análise daquela época através de sua narrativa, que através de simples histórias revelam os costumes, a forma de socialização, as relações de poder presentes naquela sociedade.
Além do retratar a sociedade, Machado consegue como poucos revelar a psique humana. Através da ironia, uma marca de seus textos, o autor é capaz de revelar o homem universal e não apenas um tipo específico. Consegue caracterizar tão profundamente as fraquezas do ser humano, que seus contos passam a ser universais, fazendo com que qualquer um possa se identificar.

No conto “Teoria do Medalhão”, Machado retrata a aniquilação do indivíduo em favor de uma imagem e posição social considerada privilegiada. O pai pretende realizar-se a partir do filho e lhe aconselha a se tornar um medalhão: alguém reconhecido, com prestígio social, mas que abre mão de seus gostos pessoais, de instruir-se. Em “O Alienista”, fica clara a análise psicológica e crítica que faz do homem e da sociedade. Ao criar um hospital para tratar a insanidade, o médico acaba internando a maior parte da cidade, concluindo que é loucura seria o padrão social.

Podemos verificar, em “A Cartomante”, a ironia de Machado ao construir um personagem que a princípio zomba da amante por ela ter superstições e acaba acreditando na cartomante; crença que provoca sua morte. O conto “Missa do galo” é um simples relato da noite de véspera de Natal de um adolescente, mas que revela muito da estrutura social da época: a traição consentida e a mulher limitada ao espaço da casa.

PERSONAGENS


- O filho (Teoria do medalhão): rapaz de 21 anos que recebe conselhos de seu pai para se tornar um medalhão na noite do seu aniversário. Passivo, aceita as imposições do pai.

- Dr. Simão Bacamarte (O Alienista): é o protagonista da estória. Sua vida era dedicada à Ciência. Representa a caricatura do despotismo cientificista (doutrina que considerava o conhecimento científico definitivo) do século XIX. Acabou se tornando vítima de suas próprias ideias, recolhendo-se à Casa Verde por se considerar são de Itaguaí.

- Procópio (O enfermeiro): é teólogo, mas já havia desenvolvido alguns trabalhos como auxiliar de enfermagem. Por isso aceita o trabalho de enfermeiro na cidade do interior. Tem boa índole e é muito atencioso. Porém, ao passar a trabalhar para um rabugento coronel da pequena cidade de Bom Sossego, Procópio vai perdendo sua paciência com os muitos maus tratos por parte do velho coronel doente e acaba mostrando-se violento.

- Rita (A cartomante): moça formosa e ingênua de trinta anos. Era insegura e supersticiosa. Ao consolar Camilo, amigo de seu marido, acaba se apaixonando e vivendo com ele um romance. Em vão, vai à cartomante com medo de perder o amante, é tranquilizada pela golpista e acaba sendo assassinada por seu marido, Vilela.

- Conceição (Missa do Galo): mulher de 30 anos, boa e pacata. Aceita as traições do marido sem fazer nada. Por isso, era considerada “santa” pelo narrador-personagem. É um típico exemplo de mulher machadiana e a fonte das perturbações do protagonista, o estudante Nogueira.

                     CONTO - CANTIGA DE ESPONSAIS

(Proposta de leitura e análise textual - 1º ano)

"Cantiga de Esponsais", de Machado de Assis, pede para que o leitor volte ao tempo, em 1813, e imagine a orquestra da igreja do Carmo sendo regida por Romão Pires, um velho de cabeça branca, bom músico e bom homem. Apesar de tudo isso, lhe falta o dom de compôr. Tem todas as harmonias dentro de si, mas não consegue colocá-las no papel.

Depois de casado, em 1779, Romão começa a compor para sua esposa, que vem a falecer alguns anos depois, impedindo o conto de ser finalizado. Quando doente, ele pega o canto guardado na gaveta e tenta acabar a obra. Tentando se concentrar, vê um casal pela janela e reproduz algumas notas, mas sem inspiração e impaciente, rasga o papel e o joga fora. Neste momento ele ouve a moça cantar para o marido, justamente com a nota musical que procurava. Um conto triste, mas muito bem estruturado. Vale a pena ser lido.



                     







ENREDO DE DOM CASMURRO


A seguir, para que se possa acompanhar melhor a análise a que vamos proceder neste trabalho, transcrevemos aqui o enredo elaborado por Marisa Lajolo, em "Literatura comentada", da Abril Editora:


Dom Casmurro foi publicado em 1900 e é um dos romance mais conhecidos de Machado. Narra em primeira pessoa a estória de Bentinho que, por circunstância várias, vai se fechando em si mesmo e passa a ser conhecido como Dom Casmurro. Sua estória é a seguinte: Órfão de pai, criado com desvelo pela mãe (D. Glória), protegido do mundo pelo círculo doméstico e familiar (tia Justina, tio Cosme, José Dias), Bentinho é destinado à vida sacerdotal, em cumprimento a uma antiga promessa de sua mãe.
A vida do seminário, no entanto, não o atrai, já o namoro com Capitu, filha dos vizinhos. Apesar de comprometido pela promessa, também D. Glóri a sofre com a idéia de separar-se do filho único, interno no seminário. Por expediente de José Dias, o agregado da família, Bentinho abandona o seminário e, em seu lugar, ordena-se um escravo.
Correm os anos e com eles o amor de Bentinho e Capitu. Entre o namoro e o casamento, Bentinho se forma em Direito e estreita a sua amizade com um ex-colega de seminário, Escobar, que acaba se casando com Sancha, amiga de Capitu.
Do casamento de Bentinho e Capitu nasce Ezequiel. Escobar morre e, durante seu enterro, Bentinho julga estranha a forma qual Capitu contempla o cadáver. A partir daí, os ciúmes vão aumentando e precipita-se a crise. Á medida que cresce, Ezequiel se torna cada vez mais parecido com Escobar. Bentinho muito ciumento, chega a planejar o assassinato da esposa e do filho, seguido pelo seu suicídio, mas não tem coragem. A tragédia dilui-se na separação do casal.
Capitu viaja com o filho para a Europa, onde morre anos depois. Ezequiel, já mocó, volta ao Brasil para visitar o pai, que apenas constata a semelhança entre e antigo colega de seminário. Ezequiel volta a viajar e morre no estrangeiro. Bentinho, cada vez mais fechado em usas dúvidas,  passa a ser chamado de casmurro pelos amigos e vizinhos e põe-se a escrever de sua vida (o romance).




segunda-feira, 26 de maio de 2014

ISMÁLIA

  

POEMA - ISMÁLIA

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,     

Pôs-se na torre a sonhar…

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…          

Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

(Alphonsus de Guimaraens)




Alphonsus de Guimaraens

Alphonsus de Guimaraens - Vida e Obra

Representante do simbolismo no Brasil, Afonso Henrique da Costa Guimarães nasceu em Ouro Preto, MG em 1870 e morreu em Mariana, MG, em 1921.
 Numa época determinada filosoficamente pelo Positivismo, cuja expressão literária se manifestou no Parnasianismo e em movimentos afins, emerge a reviravolta simbolista, com uma força de transformação que, privilegiando as inquietações recalcadas pela corrente filosófica mencionada, mudará os rumos de toda poesia moderna: daí, a eclosão do inconsciente, do mistério, da transcendência e de uma escrita calcada mais na sugestão do que na afirmativa. Como um dos dois principais destaques do movimento (ao lado apenas de Cruz e Sousa), surge um dos poetas de maior harmonia e coesão qualitativa, conhecedor como poucos da língua portuguesa. 
Ele cria a peculiaridade de um estilo até então inexistente no país: um simbolismo de forte inclinação católica. Com versos de acentuada musicalidade, Alphonsus de Guimaraens se torna, assim, um dos mais importantes poetas místicos da língua portuguesa. Espiritualmente diverso de Cruz e Sousa, o poeta mineiro da cidade de Mariana elabora uma poesia serena, equilibrada e de uma religiosa aceitação dos reveses da vida.



 
PROPOSTA – PRODUÇÃO TEXTUAL
TEMA – SOBRE O POEMA (CADERNO DO ALUNO)

ISMÁLIA

   Há aproximadamente uns cem anos atrás, existiu uma jovem garota que pela dor de uma perda se isolou numa torre bem alta. Seu nome era Ismália.
   Trancafiada na torre, Ismália enlouqueceu de solidão. Em seu sonho veio-lhe a mente a visão de uma lua no céu e outra lua no mar...
   Em seu sonho que se perdera, Ismália queria tanto a lua do céu quanto a lua do mar. Em sua loucura, começou a cantar na torre, estava perto do céu pela altura e longe do mar pelo mesmo motivo.
   Por longos anos, Ismália admirava as luas, desvairada pela solidão e continuou a cantar por tempos sem fim...
      Com o passar dos anos, Ismália havia envelhecido, e cansada, já não podia mais contemplar as luas e muito menos tocá-las...Assim Ismália se lançou da torre com as asas que Deus lhe deu rumo à lua do mar. Achou que poderia voar, sua alma subiu ao céu e seu corpo desceu ao mar...Pelo menos conseguiu alcançar a lua que tanto queria... 
(Marcelo)

Ismália

   Ismália era uma moça de apenas 19 anos de idade que vivia em uma torre isolada de tudo e de todos. A torre ficava de frente para o mar e lá ela ficava observando a lua.
   Um belo dia, observou que haviam duas luas;uma no céu e outra no mar e assim ficou louca para ter as duas luas que desejava.
   Daquele dia em diante, ela ficou pensando numa maneira de conseguir alcançar as luas ficando enlouquecida de vez por não conseguir o que queria.
   Quase louca, ela começou a cantar na torre, imaginava que falava com Deus, quando na verdade falava sozinha...
   Numa noite, imaginou que Deus tinha lha dado asas e foi até a janela e se atirou em direção a lua do céu. Percebeu que não podia voar, porém já era tarde... Seu corpo caiu no mar. E nunca mais se ouviu falar em Ismália.
(Wellington)

Ismália


   Ismália era uma linda moça que estava presa em uma enorme torre somente por causa de sua beleza. Acabou por enlouquecer de tanto ficar sozinha...
   Em seus sonhos ela se via livre como um pássaro para ir ao encontro da lua.
   Ismália ia até a sacada e olhava para a lua que estava no céu e a via refletida no mar, enquanto chorava de solidão no alto daquela torre.
   Um dia, não aguentando mais a solidão, Ismália se atirou da janela, abriu os braços e num grito solitário de libertação e de morte foi ao encontro da lua.
   Com a sensação de liberdade e ao mesmo tempo de morte, Ismália sentiu seu corpo junto ao reflexo da lua no mar e sua alma chegando junto da lua do céu.
(Bruna Eduarda)

Ismália

   Há tempos e tempos atrás, nasceu uma bela menina que tinha o rostinho redondo feito a lua, porém ela sofria de uma doença muito rara e que não havia cura.
   Por se tratar de uma doença que era transmitida pelo ar, todos da pequena aldeia tinham receio de ter contato co a menina e decidiram aprisioná-la na torre mais alta que já fora construída nas redondezas.
   Ao chegarem na torre, perceberam que havia ali uma bela mulher que já fazia de lá sua moradia. Eles deixaram a garota moribunda sob os cuidados da mulher que, relutante, porém sem opção foi obrigada a cuidar da menina.
   A garotinha piorava a cada dia que passava e a mulher se preocupava com a situação mas não sabia o que fazer...
   A pequena garota doente veio a falecer.
   A mulher, desesperada de tanta tristeza só fazia chorar sobre o corpinho da garota até que decidiu enterrá-la.
      Após o enterro, a mulher olha pela janela e avista a lua redonda e se lembra do semblante da garota. Percebeu-se algo estranho quando olhou para o mar e viu a lua tão perto que parecia chamá-la.
   Então,a mulher sobe na janela e num ato de loucura pula atrás da bela lua fazendo  seu corpo sumir no mar e sua alma subir ao céu.
(Letícia)

Ismália

   Ela morava em um campo escondido da cidade perdida em uma torre abandonada.
   Ismália era seu nome e ninguém sabe o porquê de viver tão só naquele lugar tão longe. Dizem que ela era louca, pelo fato de sonhar com as luas que via no céu e no mar.
   Sozinha na torre, Ismália ouvia barulhos estranhos e não sabia se eram reais ou não. De repente, apareceram ladrões que subiam rapidamente em direção onde estava Ismália já amedrontada.
   Ismália pensou e desperada foi até à janela e se atirou em direção a lua do mar. Sua alma subiu ao céu e seu corpo desceu ao mar.
(Vitória)






MÚSICA - ISMÁLIA



sábado, 10 de maio de 2014

EU ESCOLHI ESTUDAR...



Afinal, para que serve o estudo?







Você já parou para pensar o quanto já reclamou de ter que estudar? E do tempo gasto com o estudo? Creio que passamos mais tempo reclamando do que de fato estudando!



A sua bagagem diz quem você é para as pessoas, portanto, se você resolveu estudar, é porque decidiu aprender algo a mais e ser responsável por aquilo que aprender. Muitos não entregam o trabalho da escola no dia que o professor pede e por este fato já se vê que tipo de funcionário esta pessoa pode ser e se chegar a ser patrão, que tipo de empresário será! 
As melhores oportunidades estão abertas para as pessoas com maior capacidade de interação, de sabedoria em lidar com diferentes situações e competentes para resolver problemas da sua área de conhecimento.






Então, para que estudar? Reflita você mesmo sobre o assunto: a verdade é que ninguém vai te obrigar a ser a pessoa que você não quer ser. Se desejar parar hoje e ser quem você é, daqui há alguns anos, não estará tão longe de onde parou. Saiba: quem para de estudar, para no mesmo lugar, estaciona na vida, não tem nada a oferecer a si mesmo e a ninguém!


Por isso, o conselho é: estude, nunca é tarde!




A importância dos estudos na nossa vida

A prática dos estudos na nossa vida tem que ser levada a sério, para se ter um futuro melhor, e com certeza será muito útil para a vida que teremos pela frente, será o melhor instrumento que o homem pode ter.
                        


O estudo é importante para nossa vida, é uma ferramenta indiscutível que levaremos para o resto da vida, o estudo abre novos horizontes é através dele que entenderemos mais a nossa vida, uma pessoa com estudos é como uma águia, ágil e forte que ao olhar para o horizonte verá grandes oportunidades, será dona dos céus, será feliz, dominará grandes vales,e terá o mundo ao seu favor.

CONHECENDO NOSSAS HISTÓRIAS



Portanto os estudos é tão importante para a vida de uma pessoa, é através dos estudos que teremos um futuro melhor.
ESTUDAR É SER UM... 
ETERNO APRENDIZ


Por Alunos Online

sábado, 26 de abril de 2014

FERNANDO PESSOA



"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."


Fernando Pessoa



Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade, aos 47 anos, em consequência de uma cirrose hepática. Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de Novembro de 1935: “I know not what tomorrow will bring” (Não sei o que o amanhã trará).
Fernando Pessoa

Seus poemas mais conhecidos foram assinados pelos heterônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, além de um semi-heterônimo, Bernardo Soares, que seria o próprio Pessoa, um ajudante de guarda-livros da cidade de Lisboa e autor do “Livro do Desassossego”, uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século 20. Além de exímio poeta, Fernando Pessoa foi um grande criador de personagens. Mais do que meros pseudônimos, seus heterônimos foram personagens completos, com biografias próprias e estilos literários díspares. Álvaro de Campos, por exemplo, era um engenheiro português com educação inglesa e com forte influência do simbolismo e futurismo. Ricardo Reis era um médico defensor da monarquia e com grande interesse pela cultura latina. Alberto Caeiro, embora com pouca educação formal e uma posição anti-intelectualista (cursou apenas o primário), é considerado um mestre. Com uma linguagem direta e com a naturalidade do discurso oral, é o mais profícuo entre os heterônimos. São seus “O Guardador de Rebanhos”, “O Pastor Amoroso” e os “Poemas Inconjuntos”. Em virtude do tamanho, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados. Eis a lista baseada no número de citações obtidas.
Fernando Pessoa



DETALHES...

Fernando Antônio Nogueira Pessoa foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Nasceu em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa (Portugal) e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1935.

Biografia 

Fernando Pessoa foi morar, ainda na infância, na cidade de Durban (África do Sul), onde seu pai tornou-se cônsul. Neste país teve contato com a língua e literatura inglesa. 

Adulto, Fernando Pessoa trabalhou como tradutor técnico, publicando seus primeiro poemas em inglês. 

Em 1905, retornou sozinho para Lisboa e, no ano seguinte, matriculou-se no Curso Superior de Letras. Porém, abandou o curso um ano depois. 
Pessoa passou a ter contato mais efetivo com a literatura portuguesa, principalmente Padre Antônio Vieira e Cesário Verde. Foi também influenciado pelos estudos filosóficos de Nietzsche e Schopenhauer. Recebeu também influências do simbolismo francês.

Em 1912, começou suas atividade como ensaísta e crítico literário, na revista Águia. 

A saúde do poeta português começou a apresentar complicações em 1935. Neste ano foi hospitalizado com cólica hepática, provavelmente causada pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. Sua morte prematura, aos 47 anos, provavelmente aconteceu em função destes problemas, pois apresentou cirrose hepática.

O ortônimo e os heterônimos de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortônimo) para assinar várias obras e pseudônimos (heterônimos) para assinar outras. Os heterônimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. São eles:

Álvaro de Campos
Era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava um certo niilismo em suas obras. 

Ricardo Reis
Era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.

Alberto Caeiro
Com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterônimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.


Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
[sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


                                     


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor


A dor que deveras sente.


E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.




Todas as cartas de amor…  



Todas as cartas de amor sãoEnvelopes
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



ROBERTO CARLOS DECLAMA E CANTA FERNANDO PESSOA...



Fernando Pessoa: um dos mais importantes poetas portugueses de todos os tempos...

                             caricatura de Fernando Pessoa



ALGUÉM RESUMIU E FACILITOU NOSSO ESTUDO...



terça-feira, 1 de abril de 2014

INTERTEXTUALIDADE


Intertextualidade

O diálogo, que por vezes se mantém entre um texto e outro, materializa-se por intermédio de uma ocorrência a qual denominamos de intertextualidade.O diálogo entre um texto e outro se dá por meio das relações intertextuais 
O diálogo entre um texto e outro se dá por meio das relações intertextuais

A PALAVRA MÁGICA

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?

É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre. 


Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

© CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
In Discurso de Primavera, 1977

INTERPRETAÇÃO ILUSTRATIVA DO POEMA






COMPREENDENDO MAIS SOBRE "INTERTEXTUALIDADE"...

SONETO XI - LUÍS DE CAMÕES
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?


SONETO DO AMOR MAIOR - VINÍCIUS DE MORAES


Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo.

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.





I CORINTIOS 13Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.

Agora, pois, permanece a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.



MONTE CASTELO - RUSSO, R. AS QUATRO ESTAÇÕES. 1989.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria
É só o amor,
É só o amor
Que conhece o que é verdade
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria

É um não querer mais que bem querer;
é um solitário andar por entre a gente;
é não contentar se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade;
Tão contrário a si é o mesmo amor.