segunda-feira, 26 de maio de 2014

ISMÁLIA

  

POEMA - ISMÁLIA

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,     

Pôs-se na torre a sonhar…

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…          

Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

(Alphonsus de Guimaraens)




Alphonsus de Guimaraens

Alphonsus de Guimaraens - Vida e Obra

Representante do simbolismo no Brasil, Afonso Henrique da Costa Guimarães nasceu em Ouro Preto, MG em 1870 e morreu em Mariana, MG, em 1921.
 Numa época determinada filosoficamente pelo Positivismo, cuja expressão literária se manifestou no Parnasianismo e em movimentos afins, emerge a reviravolta simbolista, com uma força de transformação que, privilegiando as inquietações recalcadas pela corrente filosófica mencionada, mudará os rumos de toda poesia moderna: daí, a eclosão do inconsciente, do mistério, da transcendência e de uma escrita calcada mais na sugestão do que na afirmativa. Como um dos dois principais destaques do movimento (ao lado apenas de Cruz e Sousa), surge um dos poetas de maior harmonia e coesão qualitativa, conhecedor como poucos da língua portuguesa. 
Ele cria a peculiaridade de um estilo até então inexistente no país: um simbolismo de forte inclinação católica. Com versos de acentuada musicalidade, Alphonsus de Guimaraens se torna, assim, um dos mais importantes poetas místicos da língua portuguesa. Espiritualmente diverso de Cruz e Sousa, o poeta mineiro da cidade de Mariana elabora uma poesia serena, equilibrada e de uma religiosa aceitação dos reveses da vida.



 
PROPOSTA – PRODUÇÃO TEXTUAL
TEMA – SOBRE O POEMA (CADERNO DO ALUNO)

ISMÁLIA

   Há aproximadamente uns cem anos atrás, existiu uma jovem garota que pela dor de uma perda se isolou numa torre bem alta. Seu nome era Ismália.
   Trancafiada na torre, Ismália enlouqueceu de solidão. Em seu sonho veio-lhe a mente a visão de uma lua no céu e outra lua no mar...
   Em seu sonho que se perdera, Ismália queria tanto a lua do céu quanto a lua do mar. Em sua loucura, começou a cantar na torre, estava perto do céu pela altura e longe do mar pelo mesmo motivo.
   Por longos anos, Ismália admirava as luas, desvairada pela solidão e continuou a cantar por tempos sem fim...
      Com o passar dos anos, Ismália havia envelhecido, e cansada, já não podia mais contemplar as luas e muito menos tocá-las...Assim Ismália se lançou da torre com as asas que Deus lhe deu rumo à lua do mar. Achou que poderia voar, sua alma subiu ao céu e seu corpo desceu ao mar...Pelo menos conseguiu alcançar a lua que tanto queria... 
(Marcelo)

Ismália

   Ismália era uma moça de apenas 19 anos de idade que vivia em uma torre isolada de tudo e de todos. A torre ficava de frente para o mar e lá ela ficava observando a lua.
   Um belo dia, observou que haviam duas luas;uma no céu e outra no mar e assim ficou louca para ter as duas luas que desejava.
   Daquele dia em diante, ela ficou pensando numa maneira de conseguir alcançar as luas ficando enlouquecida de vez por não conseguir o que queria.
   Quase louca, ela começou a cantar na torre, imaginava que falava com Deus, quando na verdade falava sozinha...
   Numa noite, imaginou que Deus tinha lha dado asas e foi até a janela e se atirou em direção a lua do céu. Percebeu que não podia voar, porém já era tarde... Seu corpo caiu no mar. E nunca mais se ouviu falar em Ismália.
(Wellington)

Ismália


   Ismália era uma linda moça que estava presa em uma enorme torre somente por causa de sua beleza. Acabou por enlouquecer de tanto ficar sozinha...
   Em seus sonhos ela se via livre como um pássaro para ir ao encontro da lua.
   Ismália ia até a sacada e olhava para a lua que estava no céu e a via refletida no mar, enquanto chorava de solidão no alto daquela torre.
   Um dia, não aguentando mais a solidão, Ismália se atirou da janela, abriu os braços e num grito solitário de libertação e de morte foi ao encontro da lua.
   Com a sensação de liberdade e ao mesmo tempo de morte, Ismália sentiu seu corpo junto ao reflexo da lua no mar e sua alma chegando junto da lua do céu.
(Bruna Eduarda)

Ismália

   Há tempos e tempos atrás, nasceu uma bela menina que tinha o rostinho redondo feito a lua, porém ela sofria de uma doença muito rara e que não havia cura.
   Por se tratar de uma doença que era transmitida pelo ar, todos da pequena aldeia tinham receio de ter contato co a menina e decidiram aprisioná-la na torre mais alta que já fora construída nas redondezas.
   Ao chegarem na torre, perceberam que havia ali uma bela mulher que já fazia de lá sua moradia. Eles deixaram a garota moribunda sob os cuidados da mulher que, relutante, porém sem opção foi obrigada a cuidar da menina.
   A garotinha piorava a cada dia que passava e a mulher se preocupava com a situação mas não sabia o que fazer...
   A pequena garota doente veio a falecer.
   A mulher, desesperada de tanta tristeza só fazia chorar sobre o corpinho da garota até que decidiu enterrá-la.
      Após o enterro, a mulher olha pela janela e avista a lua redonda e se lembra do semblante da garota. Percebeu-se algo estranho quando olhou para o mar e viu a lua tão perto que parecia chamá-la.
   Então,a mulher sobe na janela e num ato de loucura pula atrás da bela lua fazendo  seu corpo sumir no mar e sua alma subir ao céu.
(Letícia)

Ismália

   Ela morava em um campo escondido da cidade perdida em uma torre abandonada.
   Ismália era seu nome e ninguém sabe o porquê de viver tão só naquele lugar tão longe. Dizem que ela era louca, pelo fato de sonhar com as luas que via no céu e no mar.
   Sozinha na torre, Ismália ouvia barulhos estranhos e não sabia se eram reais ou não. De repente, apareceram ladrões que subiam rapidamente em direção onde estava Ismália já amedrontada.
   Ismália pensou e desperada foi até à janela e se atirou em direção a lua do mar. Sua alma subiu ao céu e seu corpo desceu ao mar.
(Vitória)






MÚSICA - ISMÁLIA



sábado, 10 de maio de 2014

EU ESCOLHI ESTUDAR...



Afinal, para que serve o estudo?







Você já parou para pensar o quanto já reclamou de ter que estudar? E do tempo gasto com o estudo? Creio que passamos mais tempo reclamando do que de fato estudando!



A sua bagagem diz quem você é para as pessoas, portanto, se você resolveu estudar, é porque decidiu aprender algo a mais e ser responsável por aquilo que aprender. Muitos não entregam o trabalho da escola no dia que o professor pede e por este fato já se vê que tipo de funcionário esta pessoa pode ser e se chegar a ser patrão, que tipo de empresário será! 
As melhores oportunidades estão abertas para as pessoas com maior capacidade de interação, de sabedoria em lidar com diferentes situações e competentes para resolver problemas da sua área de conhecimento.






Então, para que estudar? Reflita você mesmo sobre o assunto: a verdade é que ninguém vai te obrigar a ser a pessoa que você não quer ser. Se desejar parar hoje e ser quem você é, daqui há alguns anos, não estará tão longe de onde parou. Saiba: quem para de estudar, para no mesmo lugar, estaciona na vida, não tem nada a oferecer a si mesmo e a ninguém!


Por isso, o conselho é: estude, nunca é tarde!




A importância dos estudos na nossa vida

A prática dos estudos na nossa vida tem que ser levada a sério, para se ter um futuro melhor, e com certeza será muito útil para a vida que teremos pela frente, será o melhor instrumento que o homem pode ter.
                        


O estudo é importante para nossa vida, é uma ferramenta indiscutível que levaremos para o resto da vida, o estudo abre novos horizontes é através dele que entenderemos mais a nossa vida, uma pessoa com estudos é como uma águia, ágil e forte que ao olhar para o horizonte verá grandes oportunidades, será dona dos céus, será feliz, dominará grandes vales,e terá o mundo ao seu favor.

CONHECENDO NOSSAS HISTÓRIAS



Portanto os estudos é tão importante para a vida de uma pessoa, é através dos estudos que teremos um futuro melhor.
ESTUDAR É SER UM... 
ETERNO APRENDIZ


Por Alunos Online

sábado, 26 de abril de 2014

FERNANDO PESSOA



"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."


Fernando Pessoa



Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade, aos 47 anos, em consequência de uma cirrose hepática. Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de Novembro de 1935: “I know not what tomorrow will bring” (Não sei o que o amanhã trará).
Fernando Pessoa

Seus poemas mais conhecidos foram assinados pelos heterônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, além de um semi-heterônimo, Bernardo Soares, que seria o próprio Pessoa, um ajudante de guarda-livros da cidade de Lisboa e autor do “Livro do Desassossego”, uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século 20. Além de exímio poeta, Fernando Pessoa foi um grande criador de personagens. Mais do que meros pseudônimos, seus heterônimos foram personagens completos, com biografias próprias e estilos literários díspares. Álvaro de Campos, por exemplo, era um engenheiro português com educação inglesa e com forte influência do simbolismo e futurismo. Ricardo Reis era um médico defensor da monarquia e com grande interesse pela cultura latina. Alberto Caeiro, embora com pouca educação formal e uma posição anti-intelectualista (cursou apenas o primário), é considerado um mestre. Com uma linguagem direta e com a naturalidade do discurso oral, é o mais profícuo entre os heterônimos. São seus “O Guardador de Rebanhos”, “O Pastor Amoroso” e os “Poemas Inconjuntos”. Em virtude do tamanho, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados. Eis a lista baseada no número de citações obtidas.
Fernando Pessoa



DETALHES...

Fernando Antônio Nogueira Pessoa foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Nasceu em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa (Portugal) e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1935.

Biografia 

Fernando Pessoa foi morar, ainda na infância, na cidade de Durban (África do Sul), onde seu pai tornou-se cônsul. Neste país teve contato com a língua e literatura inglesa. 

Adulto, Fernando Pessoa trabalhou como tradutor técnico, publicando seus primeiro poemas em inglês. 

Em 1905, retornou sozinho para Lisboa e, no ano seguinte, matriculou-se no Curso Superior de Letras. Porém, abandou o curso um ano depois. 
Pessoa passou a ter contato mais efetivo com a literatura portuguesa, principalmente Padre Antônio Vieira e Cesário Verde. Foi também influenciado pelos estudos filosóficos de Nietzsche e Schopenhauer. Recebeu também influências do simbolismo francês.

Em 1912, começou suas atividade como ensaísta e crítico literário, na revista Águia. 

A saúde do poeta português começou a apresentar complicações em 1935. Neste ano foi hospitalizado com cólica hepática, provavelmente causada pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. Sua morte prematura, aos 47 anos, provavelmente aconteceu em função destes problemas, pois apresentou cirrose hepática.

O ortônimo e os heterônimos de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortônimo) para assinar várias obras e pseudônimos (heterônimos) para assinar outras. Os heterônimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. São eles:

Álvaro de Campos
Era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava um certo niilismo em suas obras. 

Ricardo Reis
Era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.

Alberto Caeiro
Com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterônimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.


Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
[sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


                                     


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor


A dor que deveras sente.


E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.




Todas as cartas de amor…  



Todas as cartas de amor sãoEnvelopes
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



ROBERTO CARLOS DECLAMA E CANTA FERNANDO PESSOA...



Fernando Pessoa: um dos mais importantes poetas portugueses de todos os tempos...

                             caricatura de Fernando Pessoa



ALGUÉM RESUMIU E FACILITOU NOSSO ESTUDO...



terça-feira, 1 de abril de 2014

INTERTEXTUALIDADE


Intertextualidade

O diálogo, que por vezes se mantém entre um texto e outro, materializa-se por intermédio de uma ocorrência a qual denominamos de intertextualidade.O diálogo entre um texto e outro se dá por meio das relações intertextuais 
O diálogo entre um texto e outro se dá por meio das relações intertextuais

A PALAVRA MÁGICA

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?

É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre. 


Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

© CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
In Discurso de Primavera, 1977

INTERPRETAÇÃO ILUSTRATIVA DO POEMA






COMPREENDENDO MAIS SOBRE "INTERTEXTUALIDADE"...

SONETO XI - LUÍS DE CAMÕES
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?


SONETO DO AMOR MAIOR - VINÍCIUS DE MORAES


Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo.

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.





I CORINTIOS 13Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.

Agora, pois, permanece a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.



MONTE CASTELO - RUSSO, R. AS QUATRO ESTAÇÕES. 1989.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria
É só o amor,
É só o amor
Que conhece o que é verdade
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria

É um não querer mais que bem querer;
é um solitário andar por entre a gente;
é não contentar se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade;
Tão contrário a si é o mesmo amor.












quinta-feira, 20 de março de 2014

A TERCEIRA MARGEM DO RIO - JOÃO GUIMARÃES ROSA


LEITURA E ANÁLISE DE TEXTO A TERCEIRA MARGEM DO RIO - JOÃO GUIMARÃES ROSA




Vivo no infinito; o momento não conta. Vou lhe revelar um segredo: creio já ter vivido uma vez. Nesta vida também fui brasileiro e me chamava João Guimarães Rosa
Assinatura: Joao Guimaraes Rosa

Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como o sofrimento dos homens.

Guimarães Rosa

Escritor brasileiro
Biografia de Guimarães Rosa:


Guimarães Rosa (1908-1967) foi escritor brasileiro. O romance "Grandes Sertões: Veredas" é sua obra prima. Fez parte do 3º Tempo do Modernismo, caracterizado pelo rompimento com as técnicas tradicionais do romance.

Guimarães Rosa (1908-1967) nasceu em Cordisburgo, pequena cidade do interior de Minas Gerais. Filho de comerciante da região, aí fez seus estudos primários, seguindo em 1918 para Belo Horizonte, para casa de seus avós, onde estudou no Colégio Arnaldo. Cursou Medicina na Universidade de Minas Gerais, formando-se em 1930. Datam dessa fase seus primeiros contos, publicados na revista O Cruzeiro.

Depois de formado foi exercer a profissão em Itaguara, município de Itaúna, onde permaneceu por dois anos. Culto, sabia falar mais de nove idiomas. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, voltou para Belo Horizonte para servir como médico voluntário da Força Pública. Posteriormente atuou como oficial médico no 9º Batalhão de Infantaria em Barbacena.

Em 1934 vai para o Rio de janeiro, presta concurso para o Itamarati. Obtém o segundo lugar. Em 1936, participou de um concurso ao Prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras, com uma coletânea de contos chamada "Magma", conquistando o primeiro lugar. Mas não publicou a obra. Em 1937, começou a escrever "Sagarana", volume de contos, retratando a paisagem mineira, a vida das fazendas, dos vaqueiros e criadores de gado. Com a obra participa de um concurso mas não é classificado.

Entre os anos de 1938 e 1944, foi nomeado cônsul-adjunto na cidade de Hamburgo, Alemanha. Quando o Brasil rompeu a aliança com a Alemanha, durante a Segunda Guerra, Guimarães foi preso, em 1942 e no ano seguinte foi para Bogotá, como Secretário da Embaixada Brasileira. Em 1945 vai rever os lugares onde passou a infância. Em 1946, depois de refazer a obra, publica "Sagarana". O estilo era absolutamente novo, a paisagem mineira ressurgia viva e colorida. Sucesso de crítica e público, Recebe o Prêmio da Sociedade Felipe d'Oliveira, esgotando-se, num mesmo ano, duas edições.

De 1946 a 1951, reside em Paris. Em 1952, em excursão ao estado de Mato Grosso, conviveu com os vaqueiros do oeste do Brasil, e escreve uma reportagem poética, "Com o Vaqueiro Mariano", publicada no Correio da Manhã. Passados dez anos de sua estréia, Guimarães publica, em 1956, "Corpo de Baile" e "Grandes Sertões: Veredas".

A novela "Corpo de Baile", obra em dois volumes, com 822 páginas, publicada em janeiro de 1956, Guimarães continua a mesma apresentação focada em "Sagarana", mas, agora com arrojadas experiências linguísticas. Em maio do mesmo ano, publica "Grandes Sertões: Veredas", narrativa épica, em seiscentas páginas, onde apresenta o mundo dos jagunços e dos coronéis. A obra causa impacto, pela temática e pela linguagem caboclo-sertaneja.
Guimarães Rosa é promovido a embaixador, em 1958, mas prefere não sair do Brasil, permanece no Rio de janeiro. Em 1963 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, somente tomou posse em 1967. Três dias depois de tomar posse, tem um infarto.
João Guimarães Rosa morre no Rio de Janeiro, no dia 19 de novembro de 1967.

Obras de Guimarães Rosa

Sagarana, contos, 1946
Corpo de Baile, novela, 1956
Grandes Sertões: Veredas, romance, 1956
Primeiras Estórias, contos, 1962
Tataméia, contos, 1967
Estas Estórias, contos, 1969
Ave, Palavra, 1970

Estudo do texto (Pesquisa)


1. Principais personagens

O pai, a mãe, o filho (personagem-narrador), a filha e o outro filho.

Observação: o fato de os personagens não terem nome reforça a idéia de
que sua caracterização física e psicológica não é colocada em primeiro
plano. O que prevalece é o referencial dos membros de uma família, uma
vez que são identificados por termos como pai, mãe, etc.

2. Fatos principais

* O pai mandou fazer uma canoa.
* Disse adeus aos familiares e saiu rio afora.
* O pai percorria o rio em ponto eqüidistante das
margens, indo e voltando pelas águas, mas sem sair daquele espaço
próximo à sua casa.
* Parentes, amigos e conhecidos reuniram-se para
tentar entender aquela atitude, fazendo cogitações sobre os possíveis
motivos que o levaram a agir assim.
* O filho mais velho levava para a beira do rio um pouco de comida que pegava escondido.
* A mãe mandou chamar seu irmão para ajudar na fazenda e nos negócios.
* O tempo ia passando e o pai continua no seu percurso de ir e vir, sem aproximar-se das margens.
* A filha casou-se , teve um menino e quis mostrá-lo
ao pai dela, levando-o para a beira do rio e esperando juntamente os
outros familiares.
* A família chamou e esperou; o pai não apareceu e todos choraram.
* A filha mudou-se com o marido e o filho.
* O irmão mais novo resolveu ir para a cidade.
* A mãe, envelhecida, foi residir com a filha.
* O filho envelhecera e sofria os primeiros problemas da velhice.
* O filho foi para a beira do rio e acenou com um lenço.
* Avistou o pai e chamou por ele, propondo tomar o seu lgar na canoa.
* O pai ouviu, ficou de pé e fez um aceno, concordando.
* Ele fez a canoa rumar para o local onde estava o filho.
* Quando o filho viu o pai se aproximar, apavorou-se e correu dali.
* O filho adoeceu.

3. Clímax

O clímax do conto concentra toda a carga emocional que vai se
acumulando ao longo da narrativa; é o momento que o pai, depois de
tantos e tantos anos, faz um aceno para o filho quando ele se propõe a
tomar seu lugar na canoa. Durante toda a história, todos esperavam
qualquer comunicação com o pai, o que nunca ocorreu até esse momento
específico da sequência narrativa.

4. O desfecho

O desfecho é profundamente triste: o filho corre do pai e,
consequentemente, dos sofrimentos que teria de passar, caso tomasse seu
lugar na canoa. Essa atitude traz ao personagem um sentimento de culpa
e de completo fracasso. Resta-lhe somente a experiência da morte
iminente.


Versão dramatizada  pesquisada no you tube


APÓS O ESTUDO DO TEXTO...


A EE PROF.JOSÉ AUGUSTO DE OLIVEIRA VAI AO TEATRO MUNICIPAL...
PEÇA - A TERCEIRA MARGEM DO RIO
(fotos publicadas com prévia autorização dos pais no ato da matrícula)





quarta-feira, 5 de março de 2014

POEMA- ALÉM DA IMAGINAÇÃO - 1ºANO


ESTUDO DO TEXTO

POEMA - ALÉM DA IMAGINAÇÃO
ULISSES TAVARES

            ALÉM DA IMAGINAÇÃO!

O urubu espera a morte da criança por fome. A que sonhos essa criança teve direito? Como somos egoístas, sempre estamos atormentados por nossos pequenos problemas e esquecemos que há pessoas que sofrem de verdade. Talvez tenhamos ficado como esse urubu da foto: a morte e o sofrimento não mais nos comovem. Saibamos agradecer pelo muito que recebemos e juntemos as nossas mãos para ajudar os que precisam de socorro, até para as necessidades mais simples!! O poemaAlém da imaginação, de Ulisses Tavares (Viva a poesia. São Paulo: Saraiva), parece traduzir o como são esquecidas as pessoas que sofrem de verdade:

Além da imaginação
 Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece
imaginação
.





APÓS LEITURA E ESTUDO DO POEMA...
PRODUÇÃO DE ARTIGO DE OPINIÃO SOBRE O TEMA"DESIGUALDADE SOCIAL"
SOBRE ARTIGO DE OPINIÃO...

ESQUEMA-SÍNTESE
TÍTULO: geralmente uma frase que chame a atenção do leitor

INTRODUÇÃO: apresentação da polêmica, mais o seu ponto de vista em relação a ela.

DESENVOLVIMENTO:
-1ºPARÁGRAFO: Argumentação que sustente o seu ponto de vista.
-2ºPARÁGRAFO: Mostrar a opinião que opositores ao seu ponto de vista têm em relação à polêmica.
-3ºPARÁGRAFO: contestar e criticar a opinião dos opositores

CONCLUSÃO: Reafirmar o seu ponto de vista em relação à polêmica.

Problemas sociais


   No atual mundo onde vivemos, há muitos problemas sociais como; pessoas desempregadas e sem dinheiro, pessoas com problemas relacionados ao álcool, às drogas e que acabam até mesmo vivendo nas ruas.
   Muitos ficam pelas ruas, necessitam de ajuda e nem sempre querem ser ajudados por causa da dependência química e do vício.
   Esses problemas são difíceis de serem resolvidos, já que a dependência muitas vezes afasta o indivíduo de sua família, dificultando ainda mais o auxílio com tratamento.
   Nossos governantes poderiam ajudar mais, oferecendo empregos, tratamentos e também cuidando mais das famílias mais carentes. Cuidar da saúde pública, investir mais em moradias poderia também diminuir esses problemas sociais.
   O jovem poderia se cuidar mais, evitar o uso das drogas, o consumo do álcool e outras substâncias que tanto prejudicam sua saúde.
   Enfim, as pessoas precisam melhorar muito para melhorar o mundo e consertar os vários problemas que atormentam nosso cotidiano.


(Letícia Luricy 1º E)


Sobre o poema “Além da imaginação” – Ulisses Tavares

Tema – Desigualdade social

A função da mídia contra a desigualdade social

Quem nunca os viu? Indo de casa ao trabalho, à escola ou retornando de um caloroso sábado de compras é improvável que você não tenha encontrado com mendigos. Jogados à própria sorte nas calçadas, deitados em papelões ou sentados nos mesmos, mal vestidos, sujos, raquíticos, ora com corpos esticados, ora reprimidos com a cabeça baixa. Protegendo-se do sol, do frio... ou seria da discriminação dos que caminham fingindo não notá-los? Ainda que não saibamos o que de fato os levou a tão deprimente estado, já tarda o momento de nos reconhecer como atuantes da sociedade e, portanto, lutamos contra tamanha desigualdade. Como?  -Conscientização.
Não basta atirar-lhes moedas, saciar-lhes por um instante ou abrigar-lhes em albergues por uma noite. O dinheiro acaba, a fome retorna, e após a noite vem o dia... O inegável é que os mendigos, além de tudo, são vítimas do preconceito. Justificável, uma vez que, como seres humanos, possuímos o péssimo hábito de evitarmos, temermos tudo o que nos é diferente, ainda que o ser diferente seja tão igual a nós...
Nada influencia mais que a mídia, observemos o grupo G.L.B.T. que há poucos anos atrás, gays, lésbicas,bissexuais e transgêneros eram reprimidos pela sociedade, tratados como verdadeiras “aberrações”, submetidos a todo e qualquer preconceito. Após a intervenção da mídia, muita coisa mudou. A batalha ainda não foi totalmente vencida, mas pouco a pouco “cai abaixo” o muro da indiferença.
O trabalho com os desabrigados é o mesmo e campanhas promovidas pela mídia deveriam conscientizar a sociedade, fazendo com que esses sejam enxergados como seres humanos capazes de mudar seus destinos. Com o apoio do governo e da sociedade, nossos “próximos” podem reconstruir suas vidas. É muito mais fácil quando se tem apoio, então, a conscientização é o primeiro passo...


 (Guilherme Sanches -1ºD)

Desigualdade social

   Homens e mulheres jogados pelos cantos, crianças passando frio e fome, sofrendo preconceito de pessoas de outra classe social... Hoje em dia, é cada vez mais comuns nos depararmos com essa situação.
   Se você reparar bem, consegue perceber que a maioria das pessoas que moram nas ruas é negra e com poucas oportunidades no trabalho, isso porque quem poderia ajudá-los ignora a situação.
  A maioria das pessoas que têm condições de ajudar, acha que é perda de tempo, e acabam por não “estender a mão”,nem ao menos perguntam qual o motivo pelo qual foram parar na rua, nem sequer lhe oferecem algo para comer, para se cobrir ou simplesmente nem lhe dirigem a palavra...
   Há algumas instituições e poucas pessoas de boa vontade que fazem campanha do agasalho, distribuem um prato de sopa quente durante a noite e outras coisas que não bastam para melhorar a vida dessas pessoas tão sofridas. Essas pessoas necessitam de um lar, empregos, escola, tratamento para superar os problemas que são muitos.
   Uma mão estendida pode significar a esperança de uma nova vida, e se cada um fizesse a sua parte, quem sabe não teríamos uma sociedade menos desigual e um mundo melhor para se viver.


(Kauany Carrero – 1ºD)


segunda-feira, 3 de março de 2014

SOBRE VERBOS...

Verbos- REVISÃO RÁPIDA E DIVERTIDA...


Verbo - definição: O que é e para que serve

CONJUGAÇÃO VERBAL


  • Definição

  • Podemos entender o verbo como o elemento que, dentro de uma frase, permite àquele que fala ou escreve situar eventos no tempo com relação ao momento em que seu discurso está sendo produzido.
    De uma maneira geral, verbos exprimem ações, mas muitos deles também permitem manifestar sentimentos, sensações, estados e fenômenos naturais. É próprio de umverbo evocar um processo, isto é, o desenrolar de eventos para os quais podemos identificar seu início e fim.

    1. Tempos do Indicativo

    Presente - Expressa um fato atual.
    Por exemplo:

    Eu estudo neste colégio.
    Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente terminado.
    Por exemplo:


    Ele estudava as lições quando foi interrompido.

    Pretérito Perfeito- Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
    Por exemplo:
    Ele estudou as lições ontem à noite.


    Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado.
    Por exemplo:


    Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.

    Futuro do Presente  - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
    Por exemplo: 
    Ele estudará as lições amanhã.
    terminado o teste.
    Futuro do Pretérito- Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado.
    Por exemplo:
    Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.