domingo, 10 de agosto de 2014

ARTIGO DE OPINIÃO


ARTIGO DE OPINIÃO


O artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e de interesse de muitos.

É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes e admissíveis.

Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, o mesmo deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados, além de assinar o texto no final.

Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.

Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.
O artigo de opinião é um gênero que tem como objetivo expressar o ponto de vista do autor sobre questões de ordem política, social, econômica, ou seja, assuntos que tenham alguma relevância para a sociedade e ajudem o leitor a compreender melhor o mundo do qual faz parte.



O artigo de opinião é um gênero formador de opinião.

Um artigo de opinião, como qualquer outro texto que se produza, deve ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Na introdução devemos dizer claramente do que trata o texto, para logo em seguida, em outro parágrafo, passar ao seu desenvolvimento. Por fim, a conclusão, que pode ser definitiva ou então levar o leitor a refletir e chegar as suas próprias conclusões.

ARTIGO DE OPINIÃO

A escola é o local onde circula a literatura



Book of nature
A leitura pode ter diversas funções na formação das pessoas. Vivemos numa sociedade da cultura letrada, ou seja, estamos cercados por palavras e textos escritos a todo o momento.


Por isso, inicialmente, temos uma necessidade social da leitura, que é aquela que nos aproxima da nossa sociedade, da maneira como o mundo contemporâneo está organizado.
Aqui a leitura está compreendida como todo texto escrito, toda palavra que circula, todo tipo de texto nas diferentes esferas – cotidianas, jornalísticas, escolares etc.
A literatura humaniza. Humanizar não quer dizer que as pessoas se tornam melhores ou piores, mas que conseguem tornarem-se mais humanos, ou seja, mais “colados” na humanidade.
As escolas e os professores no processo de formação de leitores têm um papel de extrema importância.
Para a maioria das crianças brasileiras, a escola é o local onde circula a literatura. Muitas famílias não têm hábito de ler coletivamente, de falar sobre livros, de socializar as leituras feitas, de frequentar livrarias e bibliotecas.
Os filhos imitam os pais com muita frequência, costumam refletir os hábitos familiares, daí que pais leitores são fundamentais na formação de filhos leitores.
O ambiente familiar faz muita diferença. Ler para os filhos desde bem pequenos, ter livros em casa, frequentar livrarias e bibliotecas, falar em literatura, ter momentos coletivos de leitura, ser modelo de bom leitor são dicas importantes.
Infelizmente muitos pais também não são leitores; daí a escola preencher a lacuna deixada pela família não leitora e ainda realizar a sua tarefa que é de aproximar os alunos do conhecimento acumulado pela humanidade, inclusive a literatura.
AS famílias também não sabem ler com fluência e essa é uma capacidade importante para ser bom leitor. Um leitor que não entende o que lê ou que demora demasiadamente para terminar uma página fatalmente se cansa e abandona a leitura.
À medida que tivermos famílias mais leitoras, evidentemente a situação melhorará, mas esse é um longo caminho, pois como já disse, trata-se ao final, da própria relação com o conhecimento.
A escola é um espaço privilegiado de conhecimento e a literatura não pode ser esquecida. Além disso, ela pode ter acervos variados com livros, mapas, periódicos, músicas, filmes que podem atender aos mais variados gostos e desejos dos alunos.
é um espaço coletivo que pode (e deve) propor debates, conversas, bate papos, aulas e exposições sobre leitura e literatura.
Todas essas atividades aproximam os alunos de uma das funções da literatura: que é de melhor compreender o mundo.
O mais importante é ler sempre e ler bem em todas as áreas do conhecimento. Até bem pouco tempo, acreditava-se que a tarefa de ler na escola era exclusividade da área de Língua Portuguesa e Literatura.
Felizmente essa ideia começa a se mostrar desgastada e atualmente professores de História, Geografia, Ciência, Artes e outras disciplinas buscam melhorar suas aulas com o auxílio de muita leitura.
Fazer leituras específicas em suas áreas e também “linkadas” com outras áreas que tornem o tema estudado mais amplamente compreendido é um grande avanço.
Segundo a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, Imprensa Oficial indica que o número de leitores no País aumenta à medida que cresce a escolaridade dos brasileiros.
No entanto, dos 4,7 livros lidos per capta/ano no país, 3,4 são indicados pela escola, ou seja, apenas 1,3 não têm essa origem.
É necessário ter mecanismos que aproximem os leitores dos livros via uma compra mais barateada, que depende de muitas mudanças no cenário financeiro.
Porém, os espaços públicos de leitura devem ser aproveitados e deve haver uma luta constante de melhoria e conservação desses espaços.
Por que não fazer projetos de leitura com operários, funcionários, trabalhadores em geral? A escola trabalha com as crianças e jovens, mas poucos projetos cuidam dos adultos.
São vários os projetos de distribuição de livros, de formação de agentes de leitura. Ainda precisamos de muito mais, porque o país é grande e as famílias não são leitoras em sua maioria.
Temos tido a aprovação de importantes leis, como a obrigação da existência de uma biblioteca por município, por exemplo.
(Texto pesquisado em blog de leitura)

DETALHE SOBRE O TEXTO


O caráter argumentativo desse gênero é evidenciado pelas justificativas que o autor utiliza para defender o seu ponto de vista. Como se trata da opinião de uma pessoa, os argumentos podem ser subjetivos, mas devem ser bem explicados para que o leitor compreenda o ponto de vista do autor do texto. Geralmente, quem procura ler um artigo de opinião nos jornais ou em revistas está interessado em análises críticas sobre uma determinada questão ou, em alguns casos, se identifica tanto com o autor do artigo quanto com o assunto discutido.





ADOLESCÊNCIA E ESCOLHA DA PROFISSÃO

Caioá Geraiges de Lemos

Hoje o adolescente preocupa-se principalmente em escolher uma profissão que “poderá trazer-lhe sucesso financeiro”

A escolha da profissão ainda é um dos grandes conflitos do final da adolescência No passado, a escolha da profissão praticamente era feita pela família, sempre dentro de um contexto tradicionalista, mais tarde observamos jovens mais contestadores, com profissões diferentes das de sua família, e muitos não atuaram em sua área de formação. Hoje o adolescente preocupa-se principalmente em escolher uma profissão que “poderá trazer-lhe sucesso financeiro”. Os conflitos mudam conforme o momento social?



Sim. De fato, estamos vivendo numa época em que a tradição perdeu sua força enquanto modo de organização da vida e da experiência das pessoas. Antigamente era a família que decidia que profissão o jovem deveria seguir, dentro de uma gama relativamente restrita de profissões consideradas “tradicionais”. Hoje as pessoas não se contentam simplesmente com uma identidade que seja “legada” ou “herdada” a partir dos valores familiares. Cada vez mais temos que decidir quem somos, como agimos, e até mesmo como parecemos aos outros. Essa diversidade de opções enquanto ao poder ser representa, por um lado, uma forma importante de liberdade, por outro lado, torna o processo de constituição da identidade adolescente muito mais complexo, já que o adolescente encontra-se em permanente reconstrução interna e precisa de referenciais, modelos através dos quais ele possa posicionar-se. O que observo é que os adolescentes vem sendo bombardeados por uma enorme oferta de modelos de identidade rápidos e descartáveis, que não oferecem um norte realmente claro. Isso acontece também na questão profissional onde muitas vezes eles acabam sendo “seduzidos” por profissões da moda ou mais exploradas pela mídia. Esses fatores, juntamente com o excesso de informação e as exigências que os adolescentes percebem à respeito do mundo do trabalho fazem com que o adolescente muitas vezes estabeleça critérios de escolha mais voltados para referenciais externos que para seus interesses, anseios e aspirações. Hoje em dia é comum escutar adolescentes que digam que querem uma profissão que dê dinheiro, não importa qual seja. Essa questão precisa portanto ser entendida sempre dentro do momento social que estamos atravessando.


                     


A diversificação e aumento dos segmentos das profissões pioraram este quadro?



Conforme vinha explicando anteriormente, é uma questão complexa, pois, por um lado, o aumento dos segmentos de profissões aumenta as possibilidades de escolhas enquanto ao poder ser em termos profissionais, e isso representa uma forma de liberdade maior que nos tempos da família tradicional. Por outro lado, estamos vivendo na chamada “sociedade da informação” e percebo que, apesar de todo o conhecimento a que estão expostos, muitos adolescentes têm dúvidas sobre a escolha da profissão não pela falta de informação, mas justamente pelo excesso delas. Sem o suficiente conhecimento sobre si mesmo, seus interesses, aptidões, anseios, expectativas, etc, os adolescentes correm o risco de tomarem decisões baseados em critérios externos, optando por profissões que estão na moda, ou que dizem ter muito mercado de trabalho, ou que sejam mais lucrativas, etc. O problema portanto não é o aumento da oferta de profissões, mas a falta de autoconhecimentopara poder fazer um bom uso dessas novas possibilidades.








Em seu livro, “Adolescência e Escolha da Profissão” - editora Vetor, você traz a pesquisa de campo. A que profissionais está dirigido?



A todas as pessoas que convivem com adolescentes e se deparam com os conflitos relativos à escolha da profissão, ou seja, pais, educadores, psicólogos,psicopedagogos, orientadores profissionais, etc.





Qual o papel da escola na escolha da profissão?



É muito importante que a escola não se limite apenas em oferecer material informativo ao adolescente, mas que possa criar espaços de reflexão que favoreçam ao jovem pensar em suas opções profissionais, promovendo o debate entre colegas, pois, como sabemos, o adolescente funciona muito bem em grupo e os colegas podem oferecer parâmetros importantes para que ele se perceba e verifique seu grau de maturidade e mobilização diante de suas escolhas, se ele tem uma percepção correta do que as profissões que ele considera oferecem, se ele mais ou menos mobilizado para a escolha que seus colegas, como ele vem planejando o seu futuro, poder partilhar suas angústias com os demais, etc. Acredito que o material informativo deveria ser oferecido nesse contexto de discussões, dentro ou fora de aula, mas sempre privilegiando a troca de informações em grupo. Colocar um profissional especializado para realizar este tipo de trabalho é também bastante interessante. Observo que cada vez mais as escolas estão procurando esse tipo de serviço. 


Qual o papel da família na escolha da profissão?



Através do estudo que realizei pude observar que muitos adolescentes sentem-se sozinhos e sem apoio na hora de escolher uma profissão, recebem uma enorme carga de informação e têm uma percepção de superexigência quanto ao mercado de trabalho, que precisarão ser muito competitivos, competentes e adquirir muitos conhecimentos em diversas áreas para conseguir uma inserção no mercado de trabalho. É certo que o mercado está mais competitivo e que o esforço exigido dos profissionais é maior, mas o que me preocupa é o sentimento de solidão que eles trazem, e a experiência de escolher uma profissão como algo apenas com aspectos negativos. Às vezes tenho a impressão de que esses adolescentes estão repetindo o discurso dos pais, que também estão assustados e preocupados quanto ao futuro dos filhos. E os adolescentes, além de estarem vivendo um momento de confusão e dúvidas, sentem que seus pais estão impossibilitados de ajudá-los. Alguns pais procuram interferir o menos possível, isentando-se de dar qualquer tipo de opinião, acreditando que com isso interferirão o menos possível na escolha dos filhos, outrospreocupam-se em ressaltar os aspectos das dificuldades do mercado de trabalho. Acredito que o melhor caminho seria que pais e filhos pudessem planejar juntos o futuro dos filhos e até mesmo decidir pela procura de um profissional da área de orientação profissional, se for o caso.


Como podemos ajudar o adolescente neste momento?



Favorecendo o diálogo com ele, auxiliando na descoberta do conhecimento de si mesmo, e refletindo sobre as possibilidades profissionais que ele tem em mente, enfim, planejando seu futuro junto com ele, para que o adolescente possa se dar conta de que apesar da escolha ser solitária, pois só ele poderá decidir sobre sua própria vida, existem pessoas ao seu redor dispostas a apoiá-lo e a incentivá-lo para que ele possa fazê-la da melhor forma possível.



Publicado em 16/06/2002

Caioá Geraiges de Lemos - Psicóloga Mestre e Doutoranda em Psicologia Escolar pelo Instituto de Psicologia da USP, Professora Supervisora da Disciplina de Orientação Profissional da UNISA, Autora do livro: Adolescência e Escolha da Profissão, Ed. Vetor, 2001









quarta-feira, 18 de junho de 2014

DÚVIDAS DE PORTUGUÊS?

DÚVIDAS? LEIA COM ATENÇÃO.

DÚVIDAS DE PORTUGUÊS? LEIA E ASSISTA COM ATENÇÃO...




VAMOS ESTUDAR 1º ANO...

Crase

Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com o pronome relativo a qual (as quais). Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave, assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à.

Como saber se devo empregar a crase? Uma dica é substituir a crase por “ao” e o substantivo feminino por um masculino, caso essa preposição seja aceita sem prejuízo de sentido, então com certeza há crase.

Veja alguns exemplos: Fui à farmácia, substituindo o “à” por “ao” ficaria Fui ao supermercado. Logo, o uso da crase está correto.

Outro exemplo: Assisti à peça que está em cartaz, substituindo o “à” por “ao” ficaria Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira.

É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada, obrigatoriamente: nas expressões que indicam horas ou nas locuções à medida que, às vezes, à noite, dentre outras, e ainda na expressão “à moda”.  Veja:

Exemplos: Sairei às duas horas da tarde.
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.

Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).Por Sabrina Graduada em Letras

EU X MIM



                                                

Emprego dos Porquês


POR QUE

A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e um pronome interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo":

Exemplos:Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa.
Por que você comprou este casaco?
Há casos em que por que representa a sequência preposição + pronome relativo, equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões (pela qual, pelos quais, pelas quais).

Exemplos:Estes são os direitos por que estamos lutando.
O túnel por que passamos existe há muitos anos.

POR QUÊ

Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a ser tônico.

Exemplos:Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
Será deselegante se você perguntar novamente por quê!


PORQUE

A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que, como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa.

Exemplos:Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?

PORQUÊ

A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo).

Exemplos:Não consigo entender o porquê de sua ausência.
Existem muitos porquês para justificar esta atitude.
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.
Veja abaixo o quadro-resumo:


Forma Emprego Exemplos
Por que Em frases interrogativas (diretas e indiretas)

Em substituição à expressão "pelo qual" (e suas variações) Por que ele chorou? (interrogativa direta)
Digam-me por que ele chorou. (interrogativa indireta)

Os bairros por que passamos eram sujos.(por que = pelos quais)
Por quê No final de frases Eles estão revoltados por quê?
Ele não veio não sei por quê.
Porque Em frases afirmativas e em respostas Não fui à festa porque choveu.
Porquê Como substantivo Todos sabem o porquê de seu medo.


Por Que Não Eu?

LEONI



Quando ela cai no sofá
So far away
Vinho à beça na cabeça
Eu que sei..


Quando ela insiste em beijar
Seu travesseiro
Eu me viro do avesso
Eu vou dizer aquelas coisas
Mas na hora esqueço...


Por que não eu?
Ah! Ah!
Por que não eu?...(4x)


Eu encomendo um jantar
Só prá nós dois
Se não tem nada prá depois
Por que não eu?...


Você tá nessa, rejeitada
Caçando paixão
Eu com a cara mais lavada
Digo:
Por que não?...


Por que não eu?
Ah! Ah!
Por que não eu?...(8x)

MACHADO DE ASSIS

MACHADO DE ASSIS ( 1º ANO)

                                

BIOGRAFIA

JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS



                
Romancista, cronista, poeta e teatrólogo, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, no morro do Livramento. A falta de recursos impediu que realizasse estudos regulares, frequentando apenas o primário numa escola em São Cristóvão. Aos 16 anos de idade se iniciou na vida literária, publicando ‘Ela’, um poema, na ‘Marmota Fluminense’, da qual se tornou colaborador regular. A partir daí, passou a escrever também para o ‘Diário do Rio de Janeiro’, a ‘Semana Ilustrada’ e outros. Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais. A carreira literária de Machado de Assis se firmou graças a seus contos e romances, dotados de uma aguda ironia e uma visão pessimista da existência. Suas obras, como ‘Helena’, ‘A Mão e a Luva’, ‘Esaú e Jacó’, ‘Dom Casmurro’ e ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ tornaram-se marcos da literatura brasileira. Paralelamente à sua carreira literária, Machado de Assis ocupou diversos cargos enquanto funcionário público chegando, entre outras coisas, ao posto de Diretor-geral do Ministério da Viação. Foi também um dos fundadores e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Machado de Assis faleceu em 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro, quase cego e muito doente, prostrado pela perda da esposa, que morreu em 1904.

Soneto "A Carolina" foi o último escrito por Machado de Assis; leia poema:
A CAROLINA                                            


Querida, ao pé do leito derradeiro







Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,

São pensamentos idos e vividos.Machado de Assis


RESUMO


Em Os Melhores Contos de Machado de Assis, Domício Proença Filho seleciona contos de um dos maiores escritores brasileiros. Domício também escreveu o prefácio da obra, lançada em 1984. Confira resumos de alguns contos:

Teoria do Medalhão: É um diálogo entre pai e filho na noite em que este completa a maioridade. O pai aconselha o filho a mudar seus hábitos, deixar de lado seus gostos e opiniões a fim de se tornar um Medalhão, ou seja, uma pessoa de fama e riqueza. Na teoria do pai, para alcançar esse objetivo era preciso ser uma pessoa neutra diante dos acontecimentos, ter um vocabulário limitado, preferindo sempre a conversa e o humor simples, não a ironia. Deveria apenas parecer ser sábio, mas sem precisar ser. Depois de aconselhar, o pai pede para o filho ir dormir e pensar no que lhe disse.


O Alienista: O personagem Dr. Simão Bacamarte, o alienista, é um médico que, depois de frustrar-se com a falta de filhos em seu casamento, resolve dedicar-se ao estudo da neurologia; começa a investigar a falta de sanidade humana. Dr. Simão cria, então, a Casa Verde, no intuito de abrigar os loucos da região e de aprofundar seus estudos. No início seu ato foi bem visto, porém, com o tempo, ele passou a internar pessoas sem motivos aparentes, o que gerou uma rebelião popular. Porfírio, líder da rebelião, consegue tomar o poder, mas ao fim, resolve manter a Casa Verde. Ao perceber que a maior parte da cidade estava internada, o alienista resolve liberar os internos e rever sua teoria: se a maioria apresentava características de insanidade, então os “normais” é que estavam fora do padrão e deviam ser internados. Após algum tempo, revê novamente sua teria e conclui que ninguém tinha personalidade perfeita, somente ele. Decide se internar sozinho na Casa Verde para o resto da vida.


O Enfermeiro: Procópio é um enfermeiro que vai para uma cidade do interior cuidar de um velho rico e rabugento. No início, Procópio achou que estava com sorte, mas logo viu que seus dias não seriam fáceis tendo que aturar as ofensas verbais e até físicas do velho Felisberto. Chega a pedir as contas, mas o velho pede desculpas e o enfermeiro resolve ficar. As ofensas continuam e, numa certa noite, o enfermo joga uma vasilha na cabeça de Procópio, este, com os nervos a flor da pele, acaba matando o velho enforcado. O enfermeiro tinha fama de paciente e acaba ficando com a herança do velho. Diante da boa imagem que tinha na cidade, Procópio acaba esquecendo a sua culpa e fica com a herança sem grandes remorsos. A história é narrada pelo enfermeiro, já velho e a beira da morte.


A Cartomante: Rita é amante de Camilo, amigo de infância de seu marido Vilela. Insegura com essa situação e com medo de perder o amante, Rita resolve procurar uma cartomante e conta para Camilo, este zomba de sua inocência e diz não acreditar em previsões. A aproximação dos amantes se deu com a morte da mãe de Camilo, o casal se aproximou dele e Rita acabou se envolvendo amorosamente. Certo dia, Camilo recebe uma carta anônima dizendo que sabiam de seu romance secreto. Com isso, ele se afasta de Rita e esse é o principal motivo de sua insegurança.

Depois de um tempo afastado, Camilo recebe uma carta de Vilela pedindo para ir a sua casa com urgência. Camilo, então, decide visitar a cartomante da qual antes zombava. A cartomante acalmou Camilo, dizendo que nada aconteceria. Como havia “adivinhado” o seu susto, Camilo fica confiante e se convence de que não há nada a temer. Vai à casa de Vilela e antes que batesse na porta, o amigo lhe recebe alterado. Sem dizer nada, Vilela faz um gesto para Camilo segui-lo. Chegando à sala, Camilo dá um grito por ver Rita morta. Vilela o pega pela gola e também lhe mata com dois tiros. 


Missa do Galo: Nogueira vai estudar no Rio de janeiro e se hospeda na casa do escrivão Meneses, um parente distante. Meneses mantém um caso extraconjugal consentido por sua esposa, Conceição, uma mulher boa e pacata. Nogueira não retorna para Mangaratiba, sua terra natal, apesar de estar de férias porque quer assistir à missa do Galo na corte. Na noite da véspera de Natal, Meneses vai encontrar a amante e Nogueira fica acordado lendo e aguardando o horário para ir à missa com o vizinho. Conceição acorda e os dois começam a conversar, falam de assuntos variados, riem, se aproximam no intuito de falar mais baixo para não acordar D. Inácia, mãe de Conceição.Nessa noite, Conceição fica mais solta, mais falante e Nogueira fica encantado observando-a. O vizinho interrompe a conversa e Nogueira parte para a missa do galo. No ano seguinte, Nogueira fica sabendo da morte de Meneses e do casamento de Conceição com um escrevente. O conto é narrado por Nogueira já adulto, dizendo não saber explicar o que tinha acontecido naquela noite entre ele e Conceição.


CONTEXTO

Sobre o autor
Machado de Assis foi o principal nome do Realismo no Brasil, e sem dúvida um dos maiores autores de nossa literatura. Domício Proença Filho, organizador da coletânea, é professor e pesquisador de literatura, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2006, ocupando a cadeira número 28.


Importância do livro
Os Melhores Contos de Machado de Assis é uma antologia de narrativa curta selecionada por Domício Proença Filho e dividida em 29 contos. As narrativas de Machado giram em torno do cotidiano e das pequenas coisas. Sempre de forma irônica, que é uma marca do autor, faz uma análise do homem e da sociedade em que está inserido.

ANÁLISE

Machado de Assis tem como tema comum de seus contos o cotidiano e a vida das pessoas que habitavam o Rio de Janeiro no século XIX. É possível fazer uma análise daquela época através de sua narrativa, que através de simples histórias revelam os costumes, a forma de socialização, as relações de poder presentes naquela sociedade.
Além do retratar a sociedade, Machado consegue como poucos revelar a psique humana. Através da ironia, uma marca de seus textos, o autor é capaz de revelar o homem universal e não apenas um tipo específico. Consegue caracterizar tão profundamente as fraquezas do ser humano, que seus contos passam a ser universais, fazendo com que qualquer um possa se identificar.

No conto “Teoria do Medalhão”, Machado retrata a aniquilação do indivíduo em favor de uma imagem e posição social considerada privilegiada. O pai pretende realizar-se a partir do filho e lhe aconselha a se tornar um medalhão: alguém reconhecido, com prestígio social, mas que abre mão de seus gostos pessoais, de instruir-se. Em “O Alienista”, fica clara a análise psicológica e crítica que faz do homem e da sociedade. Ao criar um hospital para tratar a insanidade, o médico acaba internando a maior parte da cidade, concluindo que é loucura seria o padrão social.

Podemos verificar, em “A Cartomante”, a ironia de Machado ao construir um personagem que a princípio zomba da amante por ela ter superstições e acaba acreditando na cartomante; crença que provoca sua morte. O conto “Missa do galo” é um simples relato da noite de véspera de Natal de um adolescente, mas que revela muito da estrutura social da época: a traição consentida e a mulher limitada ao espaço da casa.

PERSONAGENS


- O filho (Teoria do medalhão): rapaz de 21 anos que recebe conselhos de seu pai para se tornar um medalhão na noite do seu aniversário. Passivo, aceita as imposições do pai.

- Dr. Simão Bacamarte (O Alienista): é o protagonista da estória. Sua vida era dedicada à Ciência. Representa a caricatura do despotismo cientificista (doutrina que considerava o conhecimento científico definitivo) do século XIX. Acabou se tornando vítima de suas próprias ideias, recolhendo-se à Casa Verde por se considerar são de Itaguaí.

- Procópio (O enfermeiro): é teólogo, mas já havia desenvolvido alguns trabalhos como auxiliar de enfermagem. Por isso aceita o trabalho de enfermeiro na cidade do interior. Tem boa índole e é muito atencioso. Porém, ao passar a trabalhar para um rabugento coronel da pequena cidade de Bom Sossego, Procópio vai perdendo sua paciência com os muitos maus tratos por parte do velho coronel doente e acaba mostrando-se violento.

- Rita (A cartomante): moça formosa e ingênua de trinta anos. Era insegura e supersticiosa. Ao consolar Camilo, amigo de seu marido, acaba se apaixonando e vivendo com ele um romance. Em vão, vai à cartomante com medo de perder o amante, é tranquilizada pela golpista e acaba sendo assassinada por seu marido, Vilela.

- Conceição (Missa do Galo): mulher de 30 anos, boa e pacata. Aceita as traições do marido sem fazer nada. Por isso, era considerada “santa” pelo narrador-personagem. É um típico exemplo de mulher machadiana e a fonte das perturbações do protagonista, o estudante Nogueira.

                     CONTO - CANTIGA DE ESPONSAIS

(Proposta de leitura e análise textual - 1º ano)

"Cantiga de Esponsais", de Machado de Assis, pede para que o leitor volte ao tempo, em 1813, e imagine a orquestra da igreja do Carmo sendo regida por Romão Pires, um velho de cabeça branca, bom músico e bom homem. Apesar de tudo isso, lhe falta o dom de compôr. Tem todas as harmonias dentro de si, mas não consegue colocá-las no papel.

Depois de casado, em 1779, Romão começa a compor para sua esposa, que vem a falecer alguns anos depois, impedindo o conto de ser finalizado. Quando doente, ele pega o canto guardado na gaveta e tenta acabar a obra. Tentando se concentrar, vê um casal pela janela e reproduz algumas notas, mas sem inspiração e impaciente, rasga o papel e o joga fora. Neste momento ele ouve a moça cantar para o marido, justamente com a nota musical que procurava. Um conto triste, mas muito bem estruturado. Vale a pena ser lido.



                     







ENREDO DE DOM CASMURRO


A seguir, para que se possa acompanhar melhor a análise a que vamos proceder neste trabalho, transcrevemos aqui o enredo elaborado por Marisa Lajolo, em "Literatura comentada", da Abril Editora:


Dom Casmurro foi publicado em 1900 e é um dos romance mais conhecidos de Machado. Narra em primeira pessoa a estória de Bentinho que, por circunstância várias, vai se fechando em si mesmo e passa a ser conhecido como Dom Casmurro. Sua estória é a seguinte: Órfão de pai, criado com desvelo pela mãe (D. Glória), protegido do mundo pelo círculo doméstico e familiar (tia Justina, tio Cosme, José Dias), Bentinho é destinado à vida sacerdotal, em cumprimento a uma antiga promessa de sua mãe.
A vida do seminário, no entanto, não o atrai, já o namoro com Capitu, filha dos vizinhos. Apesar de comprometido pela promessa, também D. Glóri a sofre com a idéia de separar-se do filho único, interno no seminário. Por expediente de José Dias, o agregado da família, Bentinho abandona o seminário e, em seu lugar, ordena-se um escravo.
Correm os anos e com eles o amor de Bentinho e Capitu. Entre o namoro e o casamento, Bentinho se forma em Direito e estreita a sua amizade com um ex-colega de seminário, Escobar, que acaba se casando com Sancha, amiga de Capitu.
Do casamento de Bentinho e Capitu nasce Ezequiel. Escobar morre e, durante seu enterro, Bentinho julga estranha a forma qual Capitu contempla o cadáver. A partir daí, os ciúmes vão aumentando e precipita-se a crise. Á medida que cresce, Ezequiel se torna cada vez mais parecido com Escobar. Bentinho muito ciumento, chega a planejar o assassinato da esposa e do filho, seguido pelo seu suicídio, mas não tem coragem. A tragédia dilui-se na separação do casal.
Capitu viaja com o filho para a Europa, onde morre anos depois. Ezequiel, já mocó, volta ao Brasil para visitar o pai, que apenas constata a semelhança entre e antigo colega de seminário. Ezequiel volta a viajar e morre no estrangeiro. Bentinho, cada vez mais fechado em usas dúvidas,  passa a ser chamado de casmurro pelos amigos e vizinhos e põe-se a escrever de sua vida (o romance).




segunda-feira, 26 de maio de 2014

ISMÁLIA

  

POEMA - ISMÁLIA

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,     

Pôs-se na torre a sonhar…

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…          

Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

(Alphonsus de Guimaraens)




Alphonsus de Guimaraens

Alphonsus de Guimaraens - Vida e Obra

Representante do simbolismo no Brasil, Afonso Henrique da Costa Guimarães nasceu em Ouro Preto, MG em 1870 e morreu em Mariana, MG, em 1921.
 Numa época determinada filosoficamente pelo Positivismo, cuja expressão literária se manifestou no Parnasianismo e em movimentos afins, emerge a reviravolta simbolista, com uma força de transformação que, privilegiando as inquietações recalcadas pela corrente filosófica mencionada, mudará os rumos de toda poesia moderna: daí, a eclosão do inconsciente, do mistério, da transcendência e de uma escrita calcada mais na sugestão do que na afirmativa. Como um dos dois principais destaques do movimento (ao lado apenas de Cruz e Sousa), surge um dos poetas de maior harmonia e coesão qualitativa, conhecedor como poucos da língua portuguesa. 
Ele cria a peculiaridade de um estilo até então inexistente no país: um simbolismo de forte inclinação católica. Com versos de acentuada musicalidade, Alphonsus de Guimaraens se torna, assim, um dos mais importantes poetas místicos da língua portuguesa. Espiritualmente diverso de Cruz e Sousa, o poeta mineiro da cidade de Mariana elabora uma poesia serena, equilibrada e de uma religiosa aceitação dos reveses da vida.



 
PROPOSTA – PRODUÇÃO TEXTUAL
TEMA – SOBRE O POEMA (CADERNO DO ALUNO)

ISMÁLIA

   Há aproximadamente uns cem anos atrás, existiu uma jovem garota que pela dor de uma perda se isolou numa torre bem alta. Seu nome era Ismália.
   Trancafiada na torre, Ismália enlouqueceu de solidão. Em seu sonho veio-lhe a mente a visão de uma lua no céu e outra lua no mar...
   Em seu sonho que se perdera, Ismália queria tanto a lua do céu quanto a lua do mar. Em sua loucura, começou a cantar na torre, estava perto do céu pela altura e longe do mar pelo mesmo motivo.
   Por longos anos, Ismália admirava as luas, desvairada pela solidão e continuou a cantar por tempos sem fim...
      Com o passar dos anos, Ismália havia envelhecido, e cansada, já não podia mais contemplar as luas e muito menos tocá-las...Assim Ismália se lançou da torre com as asas que Deus lhe deu rumo à lua do mar. Achou que poderia voar, sua alma subiu ao céu e seu corpo desceu ao mar...Pelo menos conseguiu alcançar a lua que tanto queria... 
(Marcelo)

Ismália

   Ismália era uma moça de apenas 19 anos de idade que vivia em uma torre isolada de tudo e de todos. A torre ficava de frente para o mar e lá ela ficava observando a lua.
   Um belo dia, observou que haviam duas luas;uma no céu e outra no mar e assim ficou louca para ter as duas luas que desejava.
   Daquele dia em diante, ela ficou pensando numa maneira de conseguir alcançar as luas ficando enlouquecida de vez por não conseguir o que queria.
   Quase louca, ela começou a cantar na torre, imaginava que falava com Deus, quando na verdade falava sozinha...
   Numa noite, imaginou que Deus tinha lha dado asas e foi até a janela e se atirou em direção a lua do céu. Percebeu que não podia voar, porém já era tarde... Seu corpo caiu no mar. E nunca mais se ouviu falar em Ismália.
(Wellington)

Ismália


   Ismália era uma linda moça que estava presa em uma enorme torre somente por causa de sua beleza. Acabou por enlouquecer de tanto ficar sozinha...
   Em seus sonhos ela se via livre como um pássaro para ir ao encontro da lua.
   Ismália ia até a sacada e olhava para a lua que estava no céu e a via refletida no mar, enquanto chorava de solidão no alto daquela torre.
   Um dia, não aguentando mais a solidão, Ismália se atirou da janela, abriu os braços e num grito solitário de libertação e de morte foi ao encontro da lua.
   Com a sensação de liberdade e ao mesmo tempo de morte, Ismália sentiu seu corpo junto ao reflexo da lua no mar e sua alma chegando junto da lua do céu.
(Bruna Eduarda)

Ismália

   Há tempos e tempos atrás, nasceu uma bela menina que tinha o rostinho redondo feito a lua, porém ela sofria de uma doença muito rara e que não havia cura.
   Por se tratar de uma doença que era transmitida pelo ar, todos da pequena aldeia tinham receio de ter contato co a menina e decidiram aprisioná-la na torre mais alta que já fora construída nas redondezas.
   Ao chegarem na torre, perceberam que havia ali uma bela mulher que já fazia de lá sua moradia. Eles deixaram a garota moribunda sob os cuidados da mulher que, relutante, porém sem opção foi obrigada a cuidar da menina.
   A garotinha piorava a cada dia que passava e a mulher se preocupava com a situação mas não sabia o que fazer...
   A pequena garota doente veio a falecer.
   A mulher, desesperada de tanta tristeza só fazia chorar sobre o corpinho da garota até que decidiu enterrá-la.
      Após o enterro, a mulher olha pela janela e avista a lua redonda e se lembra do semblante da garota. Percebeu-se algo estranho quando olhou para o mar e viu a lua tão perto que parecia chamá-la.
   Então,a mulher sobe na janela e num ato de loucura pula atrás da bela lua fazendo  seu corpo sumir no mar e sua alma subir ao céu.
(Letícia)

Ismália

   Ela morava em um campo escondido da cidade perdida em uma torre abandonada.
   Ismália era seu nome e ninguém sabe o porquê de viver tão só naquele lugar tão longe. Dizem que ela era louca, pelo fato de sonhar com as luas que via no céu e no mar.
   Sozinha na torre, Ismália ouvia barulhos estranhos e não sabia se eram reais ou não. De repente, apareceram ladrões que subiam rapidamente em direção onde estava Ismália já amedrontada.
   Ismália pensou e desperada foi até à janela e se atirou em direção a lua do mar. Sua alma subiu ao céu e seu corpo desceu ao mar.
(Vitória)






MÚSICA - ISMÁLIA



sábado, 10 de maio de 2014

EU ESCOLHI ESTUDAR...



Afinal, para que serve o estudo?







Você já parou para pensar o quanto já reclamou de ter que estudar? E do tempo gasto com o estudo? Creio que passamos mais tempo reclamando do que de fato estudando!



A sua bagagem diz quem você é para as pessoas, portanto, se você resolveu estudar, é porque decidiu aprender algo a mais e ser responsável por aquilo que aprender. Muitos não entregam o trabalho da escola no dia que o professor pede e por este fato já se vê que tipo de funcionário esta pessoa pode ser e se chegar a ser patrão, que tipo de empresário será! 
As melhores oportunidades estão abertas para as pessoas com maior capacidade de interação, de sabedoria em lidar com diferentes situações e competentes para resolver problemas da sua área de conhecimento.






Então, para que estudar? Reflita você mesmo sobre o assunto: a verdade é que ninguém vai te obrigar a ser a pessoa que você não quer ser. Se desejar parar hoje e ser quem você é, daqui há alguns anos, não estará tão longe de onde parou. Saiba: quem para de estudar, para no mesmo lugar, estaciona na vida, não tem nada a oferecer a si mesmo e a ninguém!


Por isso, o conselho é: estude, nunca é tarde!




A importância dos estudos na nossa vida

A prática dos estudos na nossa vida tem que ser levada a sério, para se ter um futuro melhor, e com certeza será muito útil para a vida que teremos pela frente, será o melhor instrumento que o homem pode ter.
                        


O estudo é importante para nossa vida, é uma ferramenta indiscutível que levaremos para o resto da vida, o estudo abre novos horizontes é através dele que entenderemos mais a nossa vida, uma pessoa com estudos é como uma águia, ágil e forte que ao olhar para o horizonte verá grandes oportunidades, será dona dos céus, será feliz, dominará grandes vales,e terá o mundo ao seu favor.

CONHECENDO NOSSAS HISTÓRIAS



Portanto os estudos é tão importante para a vida de uma pessoa, é através dos estudos que teremos um futuro melhor.
ESTUDAR É SER UM... 
ETERNO APRENDIZ


Por Alunos Online